Domingo, 8h da manhã. Bato à sua porta com a segurança e a atitude de quem, talvez, até tenha tempo a perder, mas simplesmente não quer perder, e ponto. Você me recebe como eu já imaginava: sonolento, esfregando os olhos, e tentando entender o que eu fazia ali naquela hora, em pleno domingo. Sei que você só queria se recuperar de uma noite mal dormida, depois de horas de videogame durante a madrugada; mas minha ansiedade para estar exatamente ali e para viver exatamente aquele momento não me deixou perceber isso. Então você começou a falar alguma coisa que nem me lembro do que era, pois não dei a mínima atenção. Não me importava. Nada importava. Não estava nem aí se você iria pensar que eu era uma louca por me atirar em seus braços daquele jeito, sem dizer nada e sem fazer a mínima questão de ouvir qualquer coisa que você dissesse. Mais do que nunca, só queria o seu abraço. E que abraço! Foi um abraço com toda a minha verdade, minha pele, meus anseios talvez desconhecidos até p...